Yoda, the crazy years

Você certamente conhece o Yoda com 900 anos de idade, disléxico, velhinho, isolado em Dagobah treinando o filho do maior tranqueira da galáxia pra tentar consertar as cagadas de seus antigos padawans. Você também viu o Yoda Grão Mestre da Ordem Jedi, membro do Alto Conselho durante os últimos séculos da República Galáctica e das devastadoras Guerras Clônicas. Com sua enorme sabedoria e profundo conhecimento da Força, esse velho muppet carregou por séculos os Jedi nas costas até depois de sua aposentadoria. O que você provavelmente não sabe é que pra atingir esse nível de iluminação, esse senhor já aprontou altas confusões nos cantos mais barra pesada da galáxia. O Yoda de 190 anos, mulherengo, sem vergonha e cheio de atitude não sossegava enquanto não arrastava seu priminho Yaddle pra tudo quanto era encrenca, tocando um puteiro galático de fazer inveja ao próprio Lando Calrissian. Mal posso esperar por esse próximo filme do Star Wars Anthology anunciado pra 2020!    

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Essa ilustração foi feita originalmente para o OmeleTV 209 em 2013. Éramos visionários.

HAN COGBURN SOLO

Logo no comecinho de 2013, na pré-produção do “STAR WARS – O Despertar da Força“, os ilustradores Ian McCaig e Christian Alzmann imaginaram um Han Solo com cara de Rooster Cogburn, personagem do Jeff Bridges (e do John Wayne 40 anos antes) no filme “Bravura Indômita“. Barba, cabelo comprido e um sobretudo empoeirado, aquela cara de cowboy surrado dos filmes do Sergio Leone. Como o Han Solo foi concebido inicialmente como um cowboy espacial, nada mais coerente, o cara ficou velho, cansado, rabugento e se transformou no Harrison Ford de sempre. Não precisaria nem atuar. Mas como J.J. Abrams foi contratado para fazer um reboot/continuação, o briefing era repetir o máximo de idéias possíveis – ivestimento risco zero – pode até inventar umas paradas, mas sem exagerar. Então o Han Solo acabou, 35 anos depois, fazendo um cosplay dele mesmo. Não que eu não tenha gostado do filme, gostei bastante até, mas confesso que o excesso de idéias repetidas e a falta de ousadia me deixaram um pouco decepcionado. Te digo que essa foi a melhor idéia jogada fora de toda a produção. Não iria tão longe a ponto de dizer que empobreceu o personagem, mas talvez tenha deixado passar uma oportunidade de enriquecê-lo ainda mais.

Sabendo disso, esse é o Han Solo que eu gostaria de ver na tela do cinema.

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DIBURROSGRAM X – STAR WARS Visions

Fuçando nos cadernos velhos, notei que tive um bom índice de acertos nos palpites pro Episódio VII do #STARWARSa partir daqui, cuidado #SPOILERS – Na ilustração pro OmeletTV 208, no comecinho de 2013, acertei que Leia e Han teriam um filho único meio tranqueira que carrega o capacete do vovô pra lá e pra cá. O nome foi na trave, de “Cauã” pra Kylo. Acertei também que a Leia ia sobrar com o Chewie. Mas errei ao incluir o Lando, o que pra mim foi um tapa na cara da sociedade intergalática. Bem, olhando de novo, parecia até meio óbvio, não? #TheForceAwakens

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Abaixo, Cauã Skywalker in color (nota-se que o capacete do Darth Vader ficou bem ruim) #NonCanon

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Agora, com a miniatura a quinze contos nas bancas, ninguém mais tem desculpa pra desenhar torto o capacete do velho Darth #EstamosDeOlho

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QUILO REN

Na hora do despertar da fome conte sempre com o melhor restaurante por quilo da galáxia. Aberto de segunda à sábado, a equipe de cozinha segue à risca receitas de primeira ordem e o gosto exigente do seu fundador, oferecendo refeições sem spoilers com um toque caseiro inigualável. Aos sábados o cardápio é especial, com deliciosos pratos da cozinha wookie, mandaloriana, corelliana, além da tradicional feijoada, um dos destaques do cardápio. A casa não tolera desperdício, então cuidado com o olho maior que a barriga, pois aqui “you will finish what you started”.

diburros-quilo-ren-star-warsEnfim, saudade da MAD dos anos 80, do Mort Drucker, Don Martin, Al Jaffee, Angelo Torres, Sérgio Aragonés, Jack Davis…

STAR WARS – CHEWBACCA CORPS

Fontes internas confirmam que a principal trilogia derivada da nova fase da saga e parte da segmento Star Wars Anthology será mesmo Chewbacca Corps. Ainda não se sabe se as aventuras desse disfuncional grupo tático de operações galácticas vai acontecer antes ou depois dos eventos de Star Wars – Episódio VII, ou mesmo durante o incômodo limbo que se existe entre o terceiro e quarto episódios, mas uma coisa J.J. Abrams garante “esse wookie, esse jawa e esse ewok vão aprontar mil e umas com Jar Jar Binks, que é pura encrenca e vai transformar a galáxia numa grande confusão”.

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Para Abrams a união desses personagens liderados pelo veterando Chewbacca é a realização de um sonho que vinha nutrindo desde o Episódio I e disse que vem dando pistas nas imagens que solta na internet sempre assinando  J.J., que como fãs mais atentos já haviam percebido, são as iniciais do gungan mais querido dessa distante galáxia. George Lucas, claro, segue como principal consultor e produtor executivo do spin-off. Com o título provisório de Star Wars Anthology Chewbacca Corps – How The Empire Stole The Life Day, o filme vem sendo tratado como o The Expendables da franquia e ainda não tem data de estréia, mas promete ser o maior sucesso da Lucasfilm desde Caravana da Coragem. “Utini-pitwawa! Mesa like it!”.

STAR WARS – Episódio VII

Como sua avó já dizia, tem duas coisas em que não se deve mexer, a brincadeira do copo e Star Wars. Tava lá a trilogia redondinha no box em VHS, foram mexer e deu no que deu. Agora, se você por acaso não conhece a história, mas gostaria de ver qual é, a dica é assistir só à trilogia antiga, filmes velhos dos anos oitenta com música tema de Richard Cheese, ou então só ao que saiu depois de 99, a trilogia nova e as séries, jogos e todas outras firulas relacionadas. É que são coisas diferentes, não dá pra misturar.

Até o George Lucas se ligou que a tetinha já tinha secado, mas espremeu o máximo que deu e depois vendeu pra Disney. Nessa era pós-apocalíptica em que vivemos é hora de costurar os pedaços que sobraram dos filmes velhos e ferver no caldo dos novos pra ver que bicho sai, mesmo que isso signifique acabar com o pouco de dignidade que restou da série original.

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Recentes declarações de executivos da Disney e Lucasfilm garantem que vem muita coisa por aí, inclusive uma trilogia nova com todos os atores velhos de volta, mesmo os que já morreram. Trata-se do “Episode VII – O Jedi Where Art Thou?”, em português “Episódio VII – E Aí Jedi, Cadê Você?” A idéia é seguir com a saga da problemática família Skywalker, agora sem objetivo, já que tudo se resolveu completamente com o fim do terrível Império Galáctico e do vilão Darth Vader. Fontes muito confiáveis e sigilosas garantem que a nova produção deve girar em torno do filho de Han Solo e Princesa Léia, Cauã Skywalker, sobrinho artista e meio trotskista de Luke Skywalker que detesta a idéia de herdar sozinho a filosofia Jedi, mas ajuda o tio em suas palestras pela galáxia. Mais pra dar uma força, já que ninguém quer saber disso, especialmente quando o assunto é midiclorium. Enfim, como Jedi, Luke nem era lá essas coisas, só teve mestres velhos ou mortos e nem treinou tanto assim.

Mos Eisley, antes um antro de escória e vilania, virou uma balada bombada em Tatooine, propriedade de Lando Calrissian, que atua em áreas de entretenimento adulto, pecuária, hotelaria e faz qualquer coisa pra lucrar em cima da saga. Léia comanda um decadente programa de entrevistas onde trata de assuntos como o alcoolismo que superou, dicas de saúde e receitas espaciais. Han Solo, cansado de consertar e reformatar o R2-D2 e C3PO, deu os dróides para um primo distante e comprou uns novos da apple bem mais modernos. Custam caro e não duram tanto, mas com o novo processador, além de ganharem uma nova câmera, ficaram 22% menores e carregam aplicativos mais rápido. Cheewbacca continua o mesmo de sempre, passando o rodo na corte da Princesa Léia, fazendo tours com a Millenium Falcon e tratando Cauã, com um carinho todo especial. A semelhança entre esses dois é meio estranha, mas tem ainda muitos filmes pra essa história se resolver, garantem os executivos. Apesar da relativa estabilidade da República, a família ainda tem que lidar com velhos que frequentemente dizem que as coisas funcionavam melhor durante o Império, mas apreciam o feriado “Life Day”, que volta aos calendários galácticos e é celebrado por todos com músicas bizarras e baixa qualidade de vídeo.

Ontem mesmo vazou na internet o texto introdutório do filme, que você confere aqui com exclusividade:

“EPISÓDIO VII – E AÍ, JEDI. CADÊ VOCÊ?

É UM PERÍODO DE TÉDIO NA GALÁXIA. CONCURSOS DE COSPLAY ACONTECEM POR TODA PARTE. HAN SOLO AINDA TOMA REMÉDIOS PARA REDUZIROS NÍVEIS DE CARBONITE NO SANGUE ENQUANTO A PRINCESA LEIA TENTA SALVAR SEU DESGASTADO TALK SHOW NAS MANHÃS DE SÁBADO.

CAUÃ SKYWALKER, ESTUDANTE DE ARTES PLÁSTICAS E FILHO DE HAN E LEIA, MUITO POUCO SE INTERESSA PELA FILOSOFIA JEDI. O FATO DE SER A CARA DO TIO CHEWBACCA INCOMODA, MAS POUCO É MENCIONADO.

DE VOLTA A TATOOINE, SOBREVIVENDO APENAS DE PALESTRAS MOTIVACIONAIS, LUKE SKYWALKER ENFRENTA AGORA UM INIMIGO AINDA MAIS MORTAL, A OBESIDADE….”

O filme tem previsão de estréia para 2015 e a ilustração foi feita para o OmeleTV #208. Abaixo as etapas da pré-visualização desse grande blockbuster.

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Mickey Feio

Quem não se lembra do concurso do Mickey Feio que marcou o ano de 2007? Aquele concurso rendeu verdadeiras e inesquecíveis obras primas como o Mickey do Danilo Beyruth, Gustavo Duarte e o grande vencedor feito por Lucas Leibholz. Eu não sabia, mas o blog continua mais vivo do que nunca e se você ainda não mandou sua contribuição, não perca essa grande oportunidade.

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Mais vivo do que nunca também está o meu Mickey Feio, como é possível observar nessa foto que o Tharso me enviou ontem. Trata-se não menos do que nosso amigo e poeta Adegesto Pataca trajando a saudosa camiseta e mantendo vivo o espírito de milhões de Mickeys Feios que vivem entre nós. ¡Muchas Gracias, amigo!

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