FRANKENSTEIN Jr.

Quem não conhece o Frankenstein Jr.? Provavelmente muita gente. Eu mesmo não me lembro quando foi a última vez que assisti a esse desenho, mas faz tempo e deve ter sido na TV Manchete ainda. O moleque tinha um robô gigante que voava (bem parecido com esse), lutava contra vilões e acho que passava junto com Os Impossíveis, tipo dobradinha. A Hanna Barbera fez muita coisa e deixou um legado incrível que está sendo explorado até hoje, seja com a Peugeot utilizando a Corrida Maluca ou a DC Comics relançando todo seu catálogo em gibis mensais. A gente assistia e gostava muito de todos os personagens e por isso foi difícil escolher um quando o Omelete me pediu pra fazer um poster pra CCXP de 2015.

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Só tinta.

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A série era a Omelete Legends que também conta com outras duas peças incríveis, Jonny Quest & Pepe Legal pelo nosso jovem mestre Thobias Daneluz. As impressões são de alta qualidade, 60×90 cm, papel couchê fosco 320g, acabamento em verniz fosco. Limitado a 500 unidades, assinadas e numeradas individualmente. Com a ajuda do designer Erico Borgo (sim, designer), o Frankenstein Jr. acabou ganhando um clima de filme de terror. Entre no site da Mundo Geek e compre todos!

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HAN COGBURN SOLO

Logo no comecinho de 2013, na pré-produção do “STAR WARS – O Despertar da Força“, os ilustradores Ian McCaig e Christian Alzmann imaginaram um Han Solo com cara de Rooster Cogburn, personagem do Jeff Bridges (e do John Wayne 40 anos antes) no filme “Bravura Indômita“. Barba, cabelo comprido e um sobretudo empoeirado, aquela cara de cowboy surrado dos filmes do Sergio Leone. Como o Han Solo foi concebido inicialmente como um cowboy espacial, nada mais coerente, o cara ficou velho, cansado, rabugento e se transformou no Harrison Ford de sempre. Não precisaria nem atuar. Mas como J.J. Abrams foi contratado para fazer um reboot/continuação, o briefing era repetir o máximo de idéias possíveis – ivestimento risco zero – pode até inventar umas paradas, mas sem exagerar. Então o Han Solo acabou, 35 anos depois, fazendo um cosplay dele mesmo. Não que eu não tenha gostado do filme, gostei bastante até, mas confesso que o excesso de idéias repetidas e a falta de ousadia me deixaram um pouco decepcionado. Te digo que essa foi a melhor idéia jogada fora de toda a produção. Não iria tão longe a ponto de dizer que empobreceu o personagem, mas talvez tenha deixado passar uma oportunidade de enriquecê-lo ainda mais.

Sabendo disso, esse é o Han Solo que eu gostaria de ver na tela do cinema.

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Zack Snyder takes over The Greatest American Hero

O que aconteceria se nosso queridão Zack Snyder comprasse os direitos e fizesse um filme do Super Herói Americano? No mundo do cinema nada é impossível e esse dia pode chegar antes do que você imagina. Quando isso acontecer finalmente conheceremos uma versão mais dura, real e relacionável do nosso saudoso herói.

“A vida de Ralph Hinkley muda totalmente quando ele recebe misteriosos e incríveis poderes de uma civilização alienígena e maligna, mas não sabe como utilizá-los. Enquanto luta para tentar controlá-los, causa enorme destruição e mortes. O que poderia ser uma dádiva heróica dos céus, transforma-se num pesadelo sombrio e doente”. 

Esqueça a trilha sonora que você conhece, esse filme será marcado por tenebrosos acordes de guitarra enquanto a trama nefasta se desenvolve tragicamente diante de seus olhos.

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Pra Casa do Cabeça >> Rafael Albuquerque

Não é bacana quando alguém faz uma versão do seu herói preferido? Quem viu não se esquece quando nos saudosos anos 80 os Trapalhões de vestiam de Super-Heróis, ou quando o Wolverine apareceu surtado pela primeira vez num jogo de luta. Aparentemente hoje o pináculo da existência de qualquer um desses é ser eternizado num boneco de vinil da Funko. Tudo isso sem contar as inúmeras versões cinematográficas, boas ou ruins, não importa, todas colaboram para enriquecer e aperfeiçoar o personagem. Sherlock Holmes, Super-HomemPernalonga, se ainda existem é porque evoluíram sob a lente de vários talentos diferentes.

Nos quadrinhos a coisa fica um pouco mais pessoal, junto com o personagem vem um pouco da personalidade do autor, um pouco da sua visão e é claro, milhões de outras variáveis mundanas e por isso o resultado é quase sempre imprevisível, mas muito legal, especialmente quando vem de um amigo que também é um dos maiores nomes dos quadrinhos e são os seus personagens. Valeu, Rafa, por enriquecer e aperfeiçoar a figura desses três sem-vergonhas.

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